segunda-feira, 30 de março de 2009

Era uma vez um homem, que sabia contar...

E como sabia CONTAR (jogar com os números) e sabia CONTAR (jogar com as palavras), era um homem que sabia ler, pois aprendera tudo aquilo que ao sábios do Passado e com o que via e ouvia em seu redor…e, assim, era um homem que sabia construir, criar, a partir de cálculos, de planos adaptados àquele homem histórico (o tempo em que vivia, ele e os seus contemporâneos) ao seu ambiente (a natureza que o rodeava) e enquadrados nos seus envolventes (as variáveis socioeconómicas em que viviam) …e assim, como sabia contar e construir, usando a ciência, o sonho e a fantasia, ele era um homem que sabia encantar e as suas obras ainda hoje encantam a humanidade… O engenho humano, apoiado solidamente no estudo e na ciência, deve consagrar-se à resolução dos grandes problemas da vida, sem contudo perder de vista o contributo do sonho e da fantasia, sem os quais se tornaria meramente técnica e pragmática, de aplicação imediata e mercantilista e por isso estéril, morta…”
(Adaptação de “O homem que sabia contar” de Malba Tahan (Júlio César de Mello e Souza) Editorial Presença, Lisboa 2001).

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